Aula Interdisciplinar: um olhar diferente sobre o movimento negro

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Aula Interdisciplinar: um olhar diferente sobre o movimento negro

               Visando criar um processo de reflexão sobre o tema “Movimento Negro – Diferentes Olhares”, através do documentário “A 13ª Emenda, do livro Estórias Abensonhadas do autor Mia Couto”, de dados sobre as condições de vida dos negros americanos e brasileiros ao longo dos anos e do tema da Campanha da Fraternidade 2020  “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele”, os estudantes do 9º ano participaram de uma Aula Interdisciplinar com os professores Thiago Garcia (Filosofia e Sociologia), Otávio  Carvalho (Matemática), Ivana Matos (História) e Maria Aparecida Araujo (Língua Portuguesa).

            Para a professora Ivana Matos, a aula procurou mostrar a importância de se quebrar paradigmas, romper barreiras, reforçar relações de empatia, promover questionamentos, oferecer embasamento e estabelecer o pensamento crítico dos alunos. “Os movimentos sociais contra o racismo têm se tornado uma constante nos noticiários e nas redes sociais nos últimos tempos. Entretanto, é importante nossos alunos entenderem que este movimento não é recente e que a luta contra o preconceito vem se estruturando através dos séculos”, explicou a professora, seguida do professor Thiago.

            “Para percorrer esse caminho de reflexão,  foi importante pensar sobre nossa essência e a construção da nossa identidade, entendendo nosso lugar de fala. Assim, discutimos, professores e alunos, os fundamentos de uma sociedade brasileira que vive (e viveu) o mito da democracia racial e com traços sociais marcados pela história da escravidão”, ressaltou o professor de Filosofia e Sociologia.

            Já a professora Maria Aparecida Araujo pontuou que a leitura crítica quebra paradigmas, reflete sobre valores, indica caminhos e diferentes concepções sobre um mesmo tema. “A leitura da obra de Mia Couto fez os alunos perceberem a importância da relação de pertencimento para a valorização da vida independentemente de raça.

           No que tange aos dados matemáticos, os estudantes foram estimulados a pensar sobre as estatísticas no que se refere ao racismo e ao próprio movimento negro. “A injustiça racial aparece escancarada quando comparamos a quantidade de cidadãos pretos e brancos que são assassinados todos os anos. A desigualdade também é visível na proporção das populações carcerárias. Isso ocorre no Brasil, Estados Unidos e em vários outros países do mundo que tiveram escravidão no passado. Dar luz aos números é sempre importante para buscar motivos e razões históricas que vão ao longo do tempo, moldando a sociedade”, salientou o professor, Otávio Carvalho.

           A intenção dos professores é possibilitar, com leituras diversas e o acesso a dados, que os alunos fortaleçam a essência e identidade necessárias para serem cidadãos capazes de promover o amor ao próximo.

Texto: Moira Paula

Fotografia: Divulgação

Assessoria de Comunicação Salesiana

2020-09-22T16:06:50-03:00 22 setembro, 2020|Colégio, Ensino Médio, Fundamental II|